De volta
Ufa! Finalmente de volta depois de 2 semanas com poucos treinos, nada digno de ser registrado aqui.
É que concluí e entreguei meu projeto do doutorado. Estou orgulhoso do meu “bebê”. Foram meses desgastantes, esgotadores diria. Mas que enfim, nasceu.
A corrida me ajudou bastante neste período. Motivação, concentração, manter a cabeça em ordem e sem stress maléfico foram os benefícios de curto prazo. Agradeço a mim mesmo ter iniciado esta atividade física justo na reta final do meu projeto.
A segunda metade do mês será tão desgastante quanto, mas ao menos já poderei voltar a ter horários mais disciplinados. Seminários, congressos e muitas viagens (alô Brasil!), mas vamos seguir e conseguir os objetivos propostos.
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Natação
A natação sempre esteve presente em minha vida. Ou ao menos não me afastava dela por muito tempo.
Comecei a nadar ainda bastante novo e apesar de nunca ter sido um nadador nato, não fazia feio em pequenas disputas com amigos.
Voltei a nadar desde que decidi começar a correr e, ainda com estas lembranças na memória, abusei do esforço no primeiro mês. Resultado: nos dias programados para correr, meu fôlego sobrava, mas não tinha mais pernas para seguir o treino.
Agora, mais moderado, a natação tem sido uma ótima opção de cross training para mim. Alívia os esforços sobre as articulações, trabalho os músculos (odeio carregar peso em academia) e elevo minha capacidade pulmonar.
Vou investigar mais sobre os benefícios da natação para a corrida, bem como o ciclismo, já que uso a bicicleta como meio de transporte.
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Treino na Chuva
E Deus ouviu minhas preces. Chuva em Santiago!
Depois de uma semana, para usar o futebolês, ”pendurado” por uma gripe, finalmente pude voltar a treinar. E eis que pela primeira vez fui treinar na chuva.
Sim, este fato, banal para quem mora no Brasil ou mais especificamente no nordeste do país, é para quem mora aqui no Chile, um artigo de luxo ter dias chuvosos. Santiago é extremamente seco, faça calor ou frio. Chuvas por aqui só nesta época do ano e olhe lá.
Depois de me curar da gripe, retomei os treinos com uma longa caminhada (1 hora mais precisamente). Um aquecimento para a semana que começa.
Amanhã tem tiros curtos. Preparativos para uma prova de 5K que irei correr no mês de julho.
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Alcatel 7K

Olá pessoal, finalmente arranjei um tempinho para escrever para vocês e contar como foi a corrida.
A noite de sábado para domingo foi péssima. A ansiedade não me deixava dormir bem e a cada 1 hora eu despertava. Mas quando cheguei ao local da corrida esqueci sobre esta noite mal dormida, me deixei contagiar com o ânimo da galera presente (6.000 corredores segundo a organização, mas que eu não levei a sério), e comecei a me aquecer e mentalizar uma estratégia para a prova.
Como já havia lido bastante relatos e depoimentos sobre a primeira prova, creio que cometi menos erros do que seria o normal e sai bastante satisfeito com o resultado.
A prova.
Não existia uma separação dos corredores por faixa de ritmo, de forma que logo na largada vi verdadeiros centro-avantes driblando outros corredores para conseguir um lugar melhor na pista. Busquei não me empolgar e encontrei um corredor que ia no ritmo que eu desejava. Colei nele pelos primeiros 2 kilômetros.
Era hora de consultar o relógio, para seguir fielmente a estratégia que havia elaborado: 15 minutos de corrida, com 2 de recuperação trotando e assim sucessivamente caso fosse necessário, até o kilômetro 4, quando eu pretendia não diminuir mais. Explico: até o K3,5, a prova era em uma leve subida, daí ficava plano e seguia de uma leva descida no k5. No momento que olhei o relógio tomei um susto: estava zerado! Sem marcação alguma. Não sei o que aconteceu, mas não conseguia captar nenhum sinal de meus batimentos e como o meu Polar é o modelo mais simples, não conseguia voltar a tela do cronômetro sem zerar a contagem. Enfim, estava sem marcação alguma e sem referência de tempo.
Tentei ficar calmo e me concentrar no iPod, usando as músicas como marcação de tempo. Estimei em 3,5 minutos a duração de cada música e me recordei que a playlist que havia selecionado tinha duração de 55 minutos. Para bater meu recorde pessoal, cronometrado nos treinos, deveria portanto, cruzar a linha de chegada antes que se acabasse a playlist.
E assim segui na prova com bastante segurança sobre meu ritmo e condição. Olhava constantemente para trás e para o outro lado do canal, para ver os ponteiros e os ultimos. Chegava a minha hora.
Abastecido no posto de re-hidratação, imprimi o ritmo que desejava para toda a prova (meu próximo objetivo) e fui passando vários corredores. Aquilo me empolgava e nem mesmo uma súbita pontada que eu sentia no abdômen foi capaz de me parar. Mudei o ritmo e modo da respiração e a dor passou.
Ao cruzar a linha, a música ainda tocava e vi o relógio da organização acusando os 53 minutos de prova.
Claro que este tempo é um absurdo para os corredores já experientes, ou mesmo novatos em melhor condição física. Mas cada um sabe a sua história e como chegou ali. Ao cruzar a linha, baixei o ritmo e caminhei. Uma descarga de adrenalina correu por todo o corpo e vi que sim, eu não tenho limites. Muita coisa boa vem por aí.
Resultado: não sei. A corrida foi sem chips nos calçados. Se a organização estiver correta com o número de 6.000 corredores, estimo ter chegado entre 3.500 a 4.000.
Atualizado: enquanto publicava o post, recebi um e-mail da organização avisando que irão subir fotos no site hoje ao meio-dia. Se eu me encontrar por lá, colocarei aqui para vocês.

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Tags: 7K, Chile, Prova, Santiago
Inspire-se
Belíssimo comercial da Olimpikus sobre o que nos leva a correr e que, por coincidência, se encerra com uma pergunta que é respondida no título que foi dado a este blog.
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Tags: Comercial, Equipamentos, Olimpikus, Tênis, Vídeo
